No Brasil, a violência doméstica é um problema enfrentado predominantemente pelas mulheres. Segundo dados da Central de Atendimento à Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em 2014, aproximadamente 43% das mulheres que estão em situação de violência são agredidas diariamente.

Em 2015, uma pesquisa feita através do DataSenado revelou que uma em cada cinco mulheres brasileiras já sofreram agressões físicas, seja pelo marido, namorado, companheiro ou ex-companheiro.

Além do aumento do Feminicídio, a violência contra a mulher acontece de várias formas, muitas delas invisibilizadas por nossa cultura machista que tolera diferentes tipos de agressão. Segundo fonte Câmara Notícias – DF 2018, o Brasil é o 5º país do mundo em Feminicídio, uma média de 05 casos a cada 24 horas.

Estima-se que no Brasil perde-se 01 bilhão anual por faltas no trabalho ou afastamento médico, sem contar com o custo hospitalar e medicamentos gastos pelo Estado, em razão da violência doméstica.

O acolhimento das vítimas no local de trabalho é um grande incentivo, demonstrando respeito e valorização das trabalhadoras, já que muitas vezes, a empresa é o único lugar seguro que possui.

Sentir-se acolhida em suas questões graves e tão pessoais causa melhores rendimentos, maior produtividade, menos faltas e demissões. Um trabalhador psicologicamente saudável e sem preocupações, medo, vergonha e fortalecido, tem ânimo para produzir.

Agressões físicas e psicológicas, abuso ou assédio sexual, estupro, tortura, mutilação, negação de alimentos e maternidade, espancamentos, dentre outras formas, assolam mulheres, que em grande parte sofrem caladas pelos mais diversos motivos. 

Ainda, pela pesquisa DataSenado de 2017, em dois anos, o número de mulheres que declararam ter sido vítimas de algum tipo de violência passou de 18% para 29%.

Também houve crescimento no percentual de entrevistadas que disseram conhecer alguma mulher que já sofreu violência doméstica ou familiar. Esse índice saltou de 56%, em 2015, para 71% em 2017.

Entre as mulheres que sofreram agressão, a violência física foi a mais mencionada: 67%.

Constatou-se uma relação entre a raça e o tipo de violência predominante. Dentre as mulheres que declararam ter sofrido algum tipo de violência, as brancas que sofreram violência física estão no percentual de 57%, enquanto negras (pretas e pardas) foi de 74%.

Os agressores mais frequentes, em 74% dos casos, ainda são os que têm ou tiveram relações afetivas com a vítima: o atual marido, companheiro ou namorado foram apontados como autores da agressão por 41% das respondentes. Outras 33% mencionaram o ex-marido, ex-companheiro ou ex-namorado como responsáveis pela violência.

Segundo a Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.

Quando questionadas sobre a Lei Maria da Penha, a totalidade das entrevistadas afirmou já ter ouvido falar sobre a lei. Apesar disso, 77% dizem conhecê-la pouco, enquanto 18% a conhecem muito. Para 26%, a lei protege as mulheres, 53% disseram que ela protege apenas em parte, enquanto 20% responderam que não protege.

Fonte: https://www12.senado.leg.br/institucional/datasenado/publicacaodatasenado?id=aumenta-numero-de-mulheres-que-declaram-ter-sofrido-violencia