Medidas foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil

O Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CONCPC) aprovou, na última semana, seis resoluções que padronizam procedimentos policiais sobre enfrentamento à violência contra a mulher e fomentam boas práticas no atendimento às vítimas.

Por meio das resoluções, Estados e o Distrito Federal são orientados a implementar a formação e capacitação continuada, especializada e permanente dos profissionais de segurança pública para atendimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, assim como para o registro policial desses casos.

Essa formação terá uma grade mínima de disciplinas oferecidas por meio das academias ou escolas superiores de polícia. Policiais civis de Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) terão prioridade na formação permanente e continuada.

As resoluções recomendam a criação de grupos reflexivos, focados em autores de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, com o intuito de evitar a reincidência desses criminosos. Também estabelecem o Protocolo Nacional Integrado para Investigação Criminal das Mortes Violentas de Mulheres com Perspectiva de Gênero (feminicídios).

O protocolo será aplicado em situações de mortes violentas de mulheres, consumadas ou tentadas, incluindo casos de suicídios, mortes aparentemente acidentais, desaparecimento de mulheres e aborto sem o consentimento da gestante.

Foi estabelecida ainda a orientação às polícias civis para a manutenção de um banco de dados estatísticos estaduais com números sobre feminicídio e feminicídio tentado, além de outras mortes violentas de mulheres.

Cartilha da Delegacia Online

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul também lançou a Cartilha da Delegacia Online para fatos envolvendo violência doméstica. O documento apresenta o passo a passo para que as mulheres vítimas de violência registrem ocorrência.

A cartilha instrui as vítimas a utilizarem o padrão simplificado de registro de ocorrências, dentro da Delegacia Online, por meio do botão “Registre sua ocorrência”. Este padrão oferece mais segurança para a mulher registrar seu relato sem precisar comparecer a uma delegacia.

Após o preenchimento do formulário com dados pessoais, é no campo “Descreva o fato” que a vítima deve relatar o ocorrido com a maior riqueza de detalhes e solicitar, caso queira, medidas protetivas de urgência, as quais serão analisadas.

Clique aqui para acessar a cartilha completa.

Leia a matéria completa: http://www.gaz.com.br/conteudos/policia/2020/06/08/166619-resolucoes_intensificam_o_combate_a_violencia_contra_a_mulher.html.php.

Resoluções intensificam o combate à violência contra a mulher

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